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20 de abr de 2016

Resenha - A coisa, 1985 (FILME)


Ficha técnica

Original:The Stuff
Ano:1985•País:EUA
Direção:Larry Cohen
Roteiro:Larry Cohen
Produção:Paul Kurta
Elenco:Michael Moriarty, Andrea Marcovicci, Garrett Morris, Paul Sorvino, Scott Bloom, Danny Aiello, Patrick O'Neal, James Dixon, Alexander Scourby, Russell Nype, Gene O'Neill, Catherine Schultz, James Dukas


"Parece marshmallow, tem baixa caloria, mas vai te matar!" É isso que diz a capa do meu DVD. E digo mais: parece uma espécie de sorvete extremamente cremoso. Mesmo apenas com a experiência de ter dedicado minha mente, meus ouvidos e meus olhos à esse filme, digo "apenas" no sentido de os filmes tentarem levar sensações mais reais possíveis àqueles que os assistem, embora jamais possam atingir tais feitos, eu não só vislumbrei a coisa, como também a toquei. Ela era irresistível, e não foram poucas as vezes em que eu me imaginava pegando um punhado dela e comendo. E isso me leva a dizer o óbvio: é uma linha tênue entre realidade e o cinema. 

Antes de deixar os meus leitores perdidos, embora eu firmemente acredito que a maioria de vocês já saiba do que se trata, vou explicar o que é A coisa. Não se enganem se achem que é apenas o nome do filme trash de Larry Cohen. Também é, mas mais que isso, é o nome dado à esse "sorvete-marshmallow" que aparece o tempo todo nessa produção cinematográfica.

No início do longa-metragem, vemos um minerador com olhar fixo em um material branco e gelatinoso que sai da terra e borbulha. Tem neve ao redor, o que talvez tenha gerado nesse homem um sentimento de segurança, afinal, que diabos poderia aparecer de tão perigoso (e mortal) em um território tão conhecido por ele? A curiosidade fala mais alto e ele experimenta aquilo. É gostoso e doce. Nesse momento, ele pensa na possibilidade de levar A coisa para o mercado e obter muitos lucros. É a ambição humana falando.

Não demora muito e A coisa já está rodando os Estados Unidos. Todo mundo quer e ninguém consegue parar de comer. Há campanhas televisas com viés persuasivo circulando e tem até um hino com dedicatória à coisa. Na contramão disso tudo, há Jason (Scott Bloom), um garotinho que odeia a coisa. E vocês também odiariam se, ao abrirem a geladeira, a testemunhassem se mexendo fora do pote!

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Depois da cena em que aparece Jason, já estamos em um iate com empresários discutindo a possibilidade de descobrirem a fórmula secreta da coisa (há, obviamente, um interesse econômico muito forte aí). Para isso, eles contratam o espião industrial David 'Mo' Rutherford (Michael Moriarty), que parte nessa missão que não muito tarde se revela perigosíssima. Para ajudar na árdua tarefa dele, há Nicole (Andrea Marcovicci), uma produtora da campanha televisa da coisa e, consequentemente, uma das responsáveis pela febre que ela virou, e o garotinho Jason.

Aos poucos, eles vão descobrindo que A coisa é, na verdade, uma espécie de organismo vivo que devora as pessoas por dentro, as deixando ocas. Elas continuam "vivas", porém robotizadas (e psicopatas)! Quando David 'Mo', Nicole e Jason chegam na fábrica onde a coisa é embalada e, posteriormente, distribuída, se sentem crianças lutando contra gigantes. E nesse momento o que viria a calhar? Se você respondeu um exército, então acertou. David consegue a ajuda do coronel Malcolm Grommett Spears (Paul Sorvino) e de seu exército, ao insistir veemente que a coisa era um veneno que os comunistas produziram a fim de conseguirem dominar o mundo. Extremamente conspiratório, não?

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Há boatos por aí de que a coisa é uma metáfora da paranoia dos estadunidenses de uma invasão comunista em plena Guerra Fria. Alguns dizem, também, que a coisa se trata de uma crítica à sociedade consumista potencializada pelos veículos de comunicação. Pode ser tudo isso, mas, para mim, ela se trata de uma analogia às drogas (a cena final evidencia muito isso), porque 1) vicia 2) muita gente consome e 3) mata, praticamente deixando seus dependentes "ocos" por dentro. Mas aí deveríamos entrar em uma discussão sobre o conceito de drogas, só que esse não é meu objetivo aqui.

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 Minha avaliação (numa escala de 1 até 5 estrelas)

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