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10 de jan de 2016

Resenha - No Escape (2015)

Uma loucura ridícula. Foi assim que um jornal de grande renome internacional descreveu No Escape. Mas é exatamente isso? Confiram a resenha:

Tradução: "Sem regaste. Sem refúgio."
Foto: Netflix



Eu tinha acabado de assistir As Vantagens de Ser Invisível quando, depois da tela de créditos, apareceram sugestões de filmes e eu me deparei com a figura majestosa de Owen Wilson em um dos seus mais recentes trabalhos em filmes de ação.  Não resisti.

No Escape é um longa de ação e thriller estadunidense, dirigido por John Erick Dowdle e lançado em 26 de agosto de 2015.  Tem 1h e 43min de duração e apresenta um elenco um tanto quanto diversificado: Pierce Brosnan, mais conhecido pelo papel de James Bond em quatro filmes da série do agente 007; Lake Bell, que ganhou reconhecimento mundial ao gravar o longa A Voz de Uma Geração e o nosso queridíssimo Owen Wilson. Sério, eu amo esse cara. Rio só de olhar pra cara dele (apesar de ele ser um multi talento e se sair muito bem em qualquer filme que faça).

No Escape começa com o primeiro ministro de um país do sudeste asiático sendo assassinado por um grupo de rebeldes assim que ele finaliza um acordo com um agente americano. Dezessete horas antes desse ocorrido uma família norte-americana está viajando para esse mesmo país. Nesse ponto eu já pensei na merda que ia dar. Jack Dwyer (Owen Wilson) é um engenheiro hidráulico contratado pela multinacional Cardiff  e está indo com a mulher e as duas filhas trabalhar nesse país. Para eles, tudo seria uma maravilha, uma viagem maravilhosa e uma estadia inesquecível ao chegaram lá. Mas tudo se mostra diferente quando eles se hospedam no hotel da cidade e se deparam com a calamidade daquele lugar (pelo menos em relação ao estilo de vida que eles levavam no Texas - porque pra mim aquele hotel era um luxo).

Quando Jake sai para comprar um jornal, tropas de rebeldes e de policiais, cada uma em lados opostos da rua, o cercam. E o mais louco de tudo isso: o alvo dos rebeldes é os estrangeiros, principalmente os americanos. Ele se desespera e aí começa a jornada da família pela sobrevivência. Vamos às perguntas que eu me fiz: 1) Por que eles estão se rebelando? 2) Por que são tão sanguinários? 3) Que país é esse? As respostas vieram depois e extremamente vagas e sem sentido. 

Foto: Netflix


Tem alguma coisa a ver com "sangue por água", o que explicava toda a hostilidade (quanto eufemismo) ao estrangeiros. Já o país, como se revelou apenas no final do filme, faz fronteira com o Vietnã. Mas nada disso interessa, mesmo. A história de base é tão ruim que o que faz o filme ser "assistível" é o elenco e todo o suspense envolta dela, ainda que bastante previsível. 

Há momentos que são muito risíveis no longa, como quando Jake interrompe uma conferência em curso no hotel, ainda que lá embaixo centenas de rebeldes jogam coquetéis molotov contra os vidros, acertam pedras e paus e atiram com suas armas de fogo. Depois, os rebeldes aparecem com tanques e helicópteros, e eu fiquei me perguntando como eles haviam arrumado aquilo e por que o exército ou sei lá o que não apareceu para conter o avanço daquela chacina. Quando eu imaginava que não podia ficar mais absurdo, a família se transpõe para um prédio adjacente e vemos Jake jogando as crianças para a esposa. Não, sério?

Foto: Netflix


Eu acho que todos os jornais criticaram de forma negativa esse filme. Teve vários que o acusaram de xenofobia, no momento em que o oeste topa com o leste, e como sempre, a América se sobressai tanto em cultura como em moral. E serei sincera: que diabos eu acabei de ver?

Foto: Netflix





                                     Confiram o trailer original do filme (em inglês):




                                      Minha avaliação (numa escala de 1 até 5 estrelas)   

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