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27 de ago de 2015

A DETURPAÇÃO DA MENSAGEM REAL DE ''JOGOS VORAZES''





Estamos nos aproximando de Novembro, o mês em que (finalmente) poderemos ir às telonas e conferir a parte dois da adaptação do último livro da trilogia JOGOS VORAZES, de Suzanne Collins. Mas... notei recentemente uma certa deturpação que muitos de nós, fãs, leitores ou apenas pessoas que acompanham a série em geral, estamos trazendo à real mensagem passada pela autora em seus livros. Estaríamos nós, transformando uma das trilogias mais fantásticas (em termos de crítica social) já escritas, em algo vazio e sem contexto? Veremos.





O debate eterno gerado por fãs fanáticos sobre a vida amorosa da personagem principal, frequentemente têm sido um marco em grupos do facebook e etc. É inegável que tenha sim, um certo triângulo amoroso presente na trilogia, mas se notarmos bem, veremos que isto não se aplica a sequer um por cento do que a saga realmente passa. A crítica social às atitudes humanas para com o próximo, o meio ambiente, dentre outros quesitos, é o que Collins transmite nas páginas de sua obra (e digo isto me referindo aos três livros). Um olhar re repulsa a atos desumanos e desonestos é bombardeado com uma série de críticas feitas pela autora. Entretanto, não é a isto que estamos nos atentando. 


E isto não é o pior.
   
Hoje vi um vídeo no youtube, de uma certa vlogueira que falava a respeito deste assunto. Ela dizia que os poucos que conseguem enxergar a real mensagem transmitida pela autora nos livros (e também relativamente bem transmitida pela indústria cinematográfica através dos filmes) olham para o filme e enxergam basicamente três grupos de pessoas: Capital (vilã), Katniss (heroína) e os Distritos (vítimas). Tomados da emoção, nos enxergamos imediatamente como Katniss. O espírito de revolução. O adolescente nada conformista. O herói. Só não nos damos conta, que na verdade somos a Capital em toda esta história. Sim, a Capital. Os vilões. Surpresos? Não somos nós quem se preocupamos tanto com a aparência e estética pessoal e corporal? Não somos nós, quem nos conformamos com a desonestidade do Governo? Não somos eu e você quem adoramos sermos entretidos com brigas? Por acaso não seríamos aqueles que servem de espectadores para uma carnificina camuflada de reality shows? Ora, não sou eu e você que passamos pelo Centro da cidade e ignoramos o mendigo à margem da sociedade, a criança de rua, e a evidente desigualdade social?

Ué, e ainda nos enxergamos como Katniss?!


Temos sim o espírito de revolução em nós, basta alimentarmos a ele e fazemos com que seja despertado. Que possamos reacender e ficarmos atentos à real mensagem que JOGOS VORAZES traz para a sociedade e para todos, de modo geral. Enquanto alimentarmos nosso ego e nos enxergarmos como o herói revolucionário ao invés de encararmos nossa realidade e reconhecermos que nada somos além da Capital, nada vai mudar, e o cenário distópico que a saga têm, brevemente será o nosso cenário real. 



-Gabriel Alves.

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